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Fake News: Lula usa boato falso sobre Aparecida em entrevista; Dino libera postagens

Candidato citou força do tema nas redes e disse não saber se era “falso”. Projeto de deputado mato-grossense que originou o boato foi arquivado em 2008.

Por Redação

[Fake News] É falsa a informação de que há um plano de Flávio Bolsonaro, se eleito, para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A história, que circula desde quinta-feira, 24/09, tem origem em um projeto de lei apresentado em 2007 e arquivado em 2008.

Neste domingo, 27, Lula (PT), candidato à reeleição, foi questionado sobre o assunto em entrevista ao Canal Livre, da Band. Ele tentou explorar a notícia falsa. Confrontado com a informação de que se tratava de fake news, respondeu: “Eu não sei se foi fake news. O dado concreto é que isso está na rede social muito forte”. Em seguida, afirmou que a santa será padroeira do Brasil “porque o povo brasileiro quer e tem fé”.

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Como Lula tratou o tema

Na entrevista, Lula disse que “mexer com a Nossa Senhora Aparecida não é aceitável” e que “já teve gente da religião evangélica chutando” a santa. Também declarou respeitar a religião evangélica e pediu o mesmo respeito ao catolicismo e às religiões de matriz africana.

Em vez de descartar o boato, o petista apontou a força do assunto nas redes sociais para reafirmar sua posição.

O projeto que originou a história

O texto que alimentou o boato foi apresentado em dezembro de 2007 pelo então deputado federal mato-grossense Victório Galli, filiado à época ao MDB. A proposta foi arquivada em 2008, ou seja, não estava em discussão quando a história passou a se espalhar.

Como o boato ganhou escala

Perfis de esquerda passaram a promover a versão falsa a partir de quinta-feira. Monitoramento citado na apuração aponta que a publicação inicial partiu do influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, autor do perfil “Dilma Bolada”. Ele nega ter divulgado informações falsas.

O caso se ampliou depois que um programa da GloboNews mencionou que a Igreja Católica estaria preparando uma reação a uma suposta mobilização de evangélicos em torno do projeto. Horas depois, a emissora divulgou uma correção e pediu desculpas pelo erro. Segundo levantamento do Instituto Democracia em Xeque, o assunto alcançou 1 milhão de postagens em menos de três dias.

O ministro do STF Flávio Dino derrubou a decisão do também ministro André Mendonça que havia removido postagens sobre o tema. Com isso, as publicações relacionadas ao caso foram liberadas.

O único registro legislativo ligado ao caso é mesmo o projeto de 2007, arquivado no ano seguinte.

Fotos Reprodução