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China supera EUA e lidera investimento científico

Com crescimento acelerado e foco em inovação, país asiático ultrapassa os Estados Unidos e amplia presença em áreas estratégicas da ciência global.

Por NR Support

A China atingiu um novo patamar no cenário científico internacional ao superar os Estados Unidos no volume total de investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Em 2024, o país asiático destinou aproximadamente US$ 1,03 trilhão ao setor, ligeiramente acima dos US$ 1,01 trilhão investidos pelos norte-americanos, considerando a paridade de poder de compra.

Esse critério corrige distorções causadas pelas diferenças de custo de vida entre os países, permitindo uma comparação mais fiel. Ainda que a diferença seja pequena, o resultado representa uma inflexão importante na disputa global por liderança tecnológica e científica, indicando uma mudança estrutural em curso.

Crescimento contínuo impulsiona avanço tecnológico

Ao longo da última década, a China manteve uma trajetória consistente de expansão em investimentos científicos. O crescimento médio anual próximo de 10% evidencia uma estratégia de longo prazo voltada à consolidação de sua capacidade de inovação. Em 2024, por exemplo, o aumento foi de 9,7%, enquanto os Estados Unidos registraram avanço mais moderado, de 3,4%.

Esse ritmo acelerado tem impulsionado o desenvolvimento em setores considerados estratégicos. Áreas como inteligência artificial, biotecnologia, novos materiais e energia renovável passaram a concentrar parte relevante dos recursos. Como resultado, o país ampliou sua presença em pesquisas de ponta e fortaleceu sua autonomia tecnológica.

Além disso, a expansão não se limita ao volume financeiro. O avanço também se reflete na infraestrutura científica, na formação de pesquisadores e na criação de centros de excelência, fatores que contribuem diretamente para a competitividade internacional.

China supera EUA e lidera investimento científico

Produção científica e patentes reforçam liderança

O impacto dos investimentos já aparece de forma clara na produção acadêmica. Em 2024, a China superou os Estados Unidos no número de publicações científicas indexadas em bases internacionais de alto impacto. O país também avançou no volume de estudos mais citados globalmente, consolidando sua influência na geração de conhecimento.

Atualmente, pesquisadores chineses respondem por uma parcela significativa dos artigos científicos mais relevantes do mundo. O destaque ocorre principalmente em áreas como ciências físicas, química e estudos ambientais, enquanto os norte-americanos ainda mantêm protagonismo em biologia e saúde.

Outro indicador importante é o registro de patentes. Desde 2019, a China ocupa a liderança mundial em pedidos internacionais, com dezenas de milhares de solicitações anuais. Esse desempenho demonstra a capacidade do país de transformar pesquisa em inovação prática, fortalecendo sua posição na economia global.

Projeções acadêmicas também apontam que o investimento público chinês pode superar o dos Estados Unidos nos próximos anos. Esse cenário reforça a tendência de reconfiguração do protagonismo científico global, com impactos diretos na geopolítica da tecnologia e da inovação.

Fotos: Reprodução