Teresa Cristina faz show no Horto do Fonseca

A cantora Teresa Cristina convida o cantor e instrumentista Mosquito, para prestar uma homenagem aos mestres do samba, em mais uma atração dos festejos dos 444 anos de Niterói, na tarde de sábado, 18 de novembro, no Horto do Fonseca. Com início às 17h, o show terá a abertura do Grupo Estrelato.

Legítima representante do Samba de Raiz, Teresa Cristina vai reverenciar canções de Nelson Cavaquinho, Candeia, Cartola, Paulinho da Viola e outros grandes compositores da nossa história musical. Já Mosquito, sambista e compositor da nova geração, promete muito partido alto e versos de improviso.

Antes de dar início à sua bem sucedida trajetória pela música brasileira, Teresa trabalhou como manicure, fiscal do Detran, auxiliar de escritório e vendedora de cosméticos. Logo após cursar Letras na UERJ, em 1997, essa carioca nascida em Bonsucesso e criada na Vila da Penha, compôs uma música para ‘A Corda Bamba’, grupo que misturava regionalismos com uma pegada pop. Logo em seguida, foi convidada por eles para participar do projeto A Cria, no Planetário da Gávea.

Ainda em 1997, Teresa realizou uma pesquisa minuciosa sobre Antonio Candeia e mergulhou de cabeça na obra do sambista da Portela, que lhe foi apresentada ainda criança pelo seu pai. Por 5 anos se apresentou aos sábados no Bar Semente, na Lapa, e aos poucos chamou a atenção dos amantes e críticos do samba, pela suavidade de sua voz e virtuosismo. Foi então convidada a gravar, com os músicos do Grupo Semente, um álbum duplo com composições de Paulinho da Viola, ídolo e uma das principais referências de Teresa.

Ao interpretar composições de outros artistas, seja em espetáculos ou gravações, Teresa toma um exímio cuidado com a escolha do repertório. Em todo o trabalho da cantora, nota-se uma concisão no resultado, que é fruto de uma dedicação intensa, bem como uma variedade de títulos e compositores que não se limitam apenas ao samba de raiz. Além de intérprete, Teresa também é uma excelente compositora. Dentre as tantas músicas de sua autoria estão “Poesia”, “Um Samba de Amor”, “A Borboleta e o Passarinho”, “Candeeiro”, “Cantar” e “Fim de Romance” – esta última, composta em parceria com Argemiro.

Mosquito

Nascido na Ilha do Governador, na cidade do Rio de Janeiro, Pedro Assad ganhou o apelido de Mosquito pela sua forma esquia. Depois de tocar cavaquinho em rodas de samba, acabou elegendo o banjo como melhor amigo, com direito a tatuagem do instrumento nas costas. Ralou, batalhou, ganhou admiradores ilustres – como Caetano Veloso e Teresa Cristina.

Como compositor, Mosquito valoriza letras que permitem muitas interpretações e diz que se sente mais intérprete do que cantor. “Queria ter a voz do Emílio Santiago, mas gosto do meu jeito”, observa, com bom humor. O primeiro passo em direção à carreira foi aprender cavaquinho, usado em pagodes com colegas, em locais próximos à casa dele. O sucesso, para Mosquito, veio da presença dos amigos. Em 2015, numa noite de sonho, lançou seu primeiro CD, homônimo, com participação de Caetano Veloso, Xandy, Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Teresa Cristina e Pretinho da Serrinha.

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