Cidadania | Chegou a hora de se reinventar

 

Um grito ecoou no horizonte. Era mais um jovem revoltado por ver seus pais brigando por falta de dinheiro. A comida na mesa teima em não aparecer com a frequência de antes. O horário de encontro com o seu pai, sempre cedo ou no final do dia – quando ele retornava do trabalho – agora já não tem mais regularidade. A qualquer hora do dia posso encontrar o jovem pode encontrar seu pai no seio do lar, pois lhe retiraram o emprego de que tanto gostava. O único lado bom foi a possibilidade de o jovem conviver mais com seu pai e ter conversas que jamais imaginou que fossem ocorrer. Ele passou a ser mais presente na vida do jovem que assiste a tudo sob o efeito da abrupta mudança que alcançou a sua casa e a economia de seus pais. A mãe, tentando equilibrar as contas com a sua renda, por vezes, chegava em casa bastante cansada e encontrava o marido com o semblante de frustração característico de um homem que não consegue admitir não trabalhar enquanto a sua mulher possui um emprego. Um machismo típico que não lhe deixa vencer o sentimento de rancor e de recusa em relação àquela situação, ao invés de buscar se reinventar para tentar uma nova alocação no mercado de trabalho ou como empreendedor.

O cenário acima descrito retrata uma situação de crise econômica que assola o ambiente familiar quando um dos membros – ou o integrante que sustenta o lar – é demitido do emprego que garantia o seu sustento e de sua família, ou que complementava a renda do outro cônjuge no pagamento das despesas. Aquela cena tem se repetido em algumas casas de nosso país, haja vista a situação econômica frágil em que nos encontramos.

Naquela linha, destaca-se que é necessário se reinventar enquanto profissional, para que novos mercados possam ser abertos ou desbravados pelo desempregado. É de bom alvitre destacar que não podemos depender do Estado. A população brasileira foi criada dentro de uma bolha de assistencialismos que nos fez tornar dependentes de todo o sistema governamental, que faz parecer que, sem ele (o Governo) nada podemos fazer. Não é bem assim. Pela formação a que nos submeteram, de acreditar no assistencialismo governamental – e dele depender -, o que revela uma forma antiquada e ultrapassada de fazer política, é que não temos potencial para, rapidamente, recuperarmo-nos de uma crise econômica.

É preciso entender que o indivíduo não deve depender do Governo. Não deve precisar do Governo para que possa progredir e se desenvolver. Está na hora de os cidadãos brasileiros se conscientizarem de que devem empreender por conta própria. Devem estimular sua criatividade e se reinventar, remodelando-se para encontrar espaço no mercado de trabalho ou, o que é mais indicado, criar um mercado de trabalho na condição de empreendedor. Neste viés, países como os EUA, em que há uma mentalidade empreendedora, ao invés de assistencialista, permitem uma recuperação econômica rápida em tempos de crise. Naquele mencionado país, temos o Governo norte-americano como incentivador de negócios privados na sociedade, ou seja, ele não atrapalha o surgimento e crescimento das empresas, mas, ao contrário, estimula-as para que progridam e promovam o surgimento de mais empregos, aumentem o consumo, circulem mais dinheiro aquecendo a economia e, por fim, gerem mais recursos para os cofres públicos. Essa é uma mentalidade moderna de gestão que permite o desenvolvimento contínuo de uma nação.

Logo, ter um Estado que atrapalhe a evolução do mercado empresarial, é ter uma estrutura estatal arcaica, desestimuladora, custosa e assistencialista, que mantém o cidadão como seu eterno dependente. Neste sentido, um perigoso caminho se abre: se o Estado não tiver dinheiro, o cidadão ficará sem dinheiro, porquanto é dependente daquele Estado falido. Por concluir, é preciso que cada um dos indivíduos se liberte das amarras assistencialistas do Estado e empreenda em sua carreira profissional ou empresarial para não mais depender do Governo para o seu próprio desenvolvimento e sustento.

Reinvente-se! Empreeenda! E viva a cidadania!

Professor Barragan é empreendedor, advogado, contador, professor universitário, MBA em Gestão, Empreendedorismo e Marketing pela PUC, Mestre em Direito Econômico e Desenvolvimento, colunista de jornais e revistas e autor de livros. No Facebook Professor Barragan e Instagram @professorbarragan

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