Câmara promove série de atividades para alertar sobre Câncer de Mama

Quase 60 mil novos casos de câncer de mama serão diagnosticados no Brasil até o fim do ano. Ocupando a primeira posição entre os tipos de câncer que mais matam mulheres, foi tema de palestra ministrada na Câmara, nesta quarta-feira (11), pela mastologista Thereza Cypreste, da Sociedade Brasileira de Mastologia e da Policlínica Municipal Malu Sampaio, especializada nas doenças femininas. Participaram da mesa principal os vereadores Paulo Velasco, que é médico especializado em ginecologia e obstetrícia; Paulo Eduardo Gomes, que preside a Comissão de Saúde e Bem-Estar do Legislativo; e Talíria Petrone, da Comissão de Direitos Humanos.

Falando à uma plateia formada por funcionárias e prestadoras de serviço da Câmara, pacientes vitimadas pela doença e visitantes, a especialista lembrou a importância do exame preventivo. “Um grande número de mulheres que faz o exame não volta para buscar o resultado. Não há idade limite para fazer exames, a expectativa de vida hoje é de 74 anos. Se não existem casos na família entre os descendentes de primeiro grau, mãe, pai, filhas ou irmãs, deve começar a fazer a partir dos 40 anos, caso tenham familiares com câncer, o exame e o acompanhamento deve ser feito antes disso”, ressaltou a doutora Thereza.

A doutora aproveitou para esclarecer sobre alguns mitos que envolvem o câncer de mama. “Sutiã não causa câncer, desodorante também não. Outra coisa muito importante diz respeito a vida sexual. É muito comum as mulheres que deixam de ter uma vida sexual ativa não fazerem mais o exame, é uma questão cultural da mulher brasileira”, disse a mastologista.

Outro dado trazido por Thereza Cypreste foi em relação aos homens. “Para cada cem mulheres acometidas de câncer de mama, um homem vai ser diagnosticado com a doença. O homem também deve fazer exames preventivos, principalmente se existem casos na família. As grávidas devem fazer o exame junto com o pré-natal”, disse a médica.

Depois do câncer de mama, os de pulmão e intestino são ao que mais atingem o público feminino. Por conta da entrada da mulher no mercado de trabalho, as doenças cardiovasculares são as que mais matam mulheres entre 40 e 60 anos, o que não diminui o índice de letalidade da doença. O câncer de mama é uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, que forma um tumor. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns se desenvolvem rapidamente, outros não.

Outubro Rosa

Ainda como parte dos eventos ligados ao Outubro Rosa, mês de conscientização para o diagnóstico precoce, a fachada do prédio da Câmara foi iluminado nas cores da campanha, que foi criada no Brasil em 1979. No próximo dia 18, às 16 horas, será exibido o documentário “Unidas pela vida”, dirigido por Steven Bernstein.

No filme, Annie Parker descobre que está com câncer, mesma doença que provocou a morte de sua mãe e de sua irmã. Ela perde o controle, e sua vida se torna um caos. Decidida a não desistir, ela conta com a ajuda de uma pesquisadora que está tentando provar que o câncer pode ser genético. Ao final da exibição será realizado o “Bate papo rosa, com os debatedores Sabrina Chagas, médica oncologista; Glaucia Pina, psico-oncologista; Paulo Gonçalves, fisioterapeuta oncológico; e Charllynny Amaral Póvoas, paciente em tratamento.

O documentário faz parte do Projeto Espaço Cinema, tem entrada franca e será exibido no Auditório Cláudio Moacyr, no 2º andar. A sala tem capacidade para 50 pessoas. Reservas podem ser feitas pelos telefones 2620-0885 e 3716-8600, ramal 226.

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